Tecnologia virou pauta permanente no conselho. Não porque os conselheiros querem — mas porque o risco chegou lá. Vazamento de dados, falha de sistema crítico, decisão estratégica ancorada em plataforma obsoleta. A tecnologia, que por décadas ficou confinada ao departamento de TI, agora aparece na ata da reunião do conselho. O problema é que aparecer na pauta não é o mesmo que ser governada. Em muitas empresas, o que existe não é governança de tecnologia. É confusão de papéis. O conselho opina sobre decisões técnicas. O CIO apresenta roadmap sem clareza estratégica. O CTO responde por resultado que não é seu. E no final, ninguém sabe exatamente quem é responsável pelo quê. Este artigo não é